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CIÊNCIA ESPÍRITA

Um diálogo do Espiritismo com a Ciência. Acreditamos em DEUS!

Artigo de Opinião

Texto de base argumentativa em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões sobre um determinado tema, a partir da interpretação de outros textos, dados e fatos.

Importante: este texto não reflete, necessariamente, a opinião de nenhum Centro Espírita ou das Federações Espíritas.

O Segredo do Sucesso

Por: Marcelo Magalhães Drummond Dias

Em: 28/01/2024 (revisão em 18/01/2026)

Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, e acredito que mais de noventa e nove vírgula noventa e nove (e muitos outros nove) por cento dos Espíritos por Ele criados não mata, não matou, nem nunca matará.

No Espiritismo, acreditamos em Deus e que existem várias moradas na casa do Pai. Vamos então ampliar as questões e utilizar os três filtros de Sócrates — a verdade, a bondade e a utilidade — para avaliar o debate sobre esse assunto.

Na opinião do filósofo, essas são as perguntas que toda pessoa deve fazer antes de dizer alguma coisa:

  • O que vou dizer é verdade?
  • O que eu vou dizer é bom?
  • É necessário dizer isso?

Na Bíblia, em Êxodo 20:13, o sexto mandamento é: não matarás. Assim mesmo, sem vírgula e sem exceções — não há distinção de povos, culturas, cor da pele, sistema econômico de conquistas ou gênero.

Em Mateus 5:21–22, no Sermão do Monte, Jesus ensina:

21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.

22 Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.

Dessa maneira, por estar na Bíblia e por ser ensinamento de Jesus — o Espírito mais puro e perfeito que esteve na Terra — acredito, sim, que seja verdade.

No Espiritismo, diferentemente de outras filosofias, chamamos o planeta Terra de mundo de provas e expiações, nome muito mais bonito e agradável.

Observando O Evangelho Segundo o Espiritismo, e focando apenas na questão da fração mínima da Humanidade, encontramos:

“Essa sentença de Sócrates fere a grave questão da predominância do mal na Terra, questão insolúvel sem o conhecimento da pluralidade dos mundos e da destinação do planeta terreno, habitado apenas por uma fração mínima da Humanidade. Somente o Espiritismo resolve essa questão, que se encontra explanada aqui adiante, nos capítulos II, III e IV.”

Essa dedução lógica também é um postulado adequado para o paradoxo de Fermi, que trata da aparente contradição entre as altas estimativas de probabilidade da existência de civilizações extraterrestres e a falta de evidências ou de contato com elas.

Vejo, com essas colocações, que conversar sobre o assunto é algo bom.

Nosso planeta Terra, diante da imensidão do universo, é minúsculo e maravilhosamente belo. A única coisa grande que temos por aqui é o orgulho e o egoísmo da espécie chamada Homo sapiens, que, por uma grande ironia — muito relacionada a estarmos em um mundo de provas e expiações — não tem nada de sábia.

O Livro dos Espíritos é muito claro na resposta à pergunta 808, sobre se a desigualdade das riquezas não se originaria das faculdades:

“Sim e não. Da velhacaria e do roubo, que dizes?”

Uma imensidão de “grandes” personagens da história tornaram-se “grandes” por serem guerreiros. Foram conquistadores que utilizaram tecnologias desenvolvidas, principalmente, para matar.

É inegável que esses avanços tecnológicos trouxeram benefícios em várias áreas, mas, ironicamente, hoje toda essa tecnologia, aliada ao nosso sistema político e econômico, pode culminar em tornar este belo planeta Terra inadequado para a vida da espécie dita sábia.

O encarnado é o que pensa, fala e faz — e, quando se prepara para a guerra, fará a guerra. Estudei muito Sun Tzu e tenho convicção de que a verdadeira tradução simbólica de sua frase é: “Se queres a conquista, prepara-te para a guerra.”

Assim, por fortes motivos — entre eles as pessoas que amo — considero muito útil conversar sobre isso. É quase como afirmar que o segredo do sucesso está em incluir, em nosso ROL (Return on Learning) de convivência, a decisão definitiva de abolir o ato de matar.

Voltando ao mestre Jesus:

João 18:36 — “O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.”

Mateus 5:9 — “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.”

Anexo

“Não matarás” é considerado o sexto mandamento na tradição Judaica, Protestante e Evangélica, mas o quinto mandamento na tradição Católica e Luterana.

A diferença ocorre devido à forma como os mandamentos sobre idolatria e cobiça são agrupados:

  • Tradição Judaica, Protestante e Evangélica: considera a proibição de imagens como o segundo mandamento e agrupa as cobiças no último, resultando no sexto mandamento: “Não matarás”.
  • Tradição Católica e Luterana: consolida idolatria em um único primeiro mandamento e divide a cobiça em dois, resultando no quinto mandamento: “Não matarás”.

Em ambas as tradições, o significado permanece o mesmo: o respeito absoluto pela vida humana, desde a concepção até a morte natural, proibindo o ato de matar.